Robô 180

Mulheres e tecnologias – Robô 180

por Denise Gomide

IMAGEM-ROBO-ligue180Na Campus Party 2014, mulheres participaram da Oficina de Chão com o objetivo de criar a Robô 180, para divulgar a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 www.spm.gov.br/ouvidoria/central-de-atendimento-a-mulher, um serviço de atendimento telefônico da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) para a população se manifestar sobre a violência de gênero em suas diferentes formas em todo o Brasil e em alguns outros países.

Considerada como o grande evento tecnológico do mundo, a Campus Party teve início há 16 anos na Espanha. Neste ano, a sétima edição brasileira foi realizada em São Paulo (SP) no Parque do Anhembi, no período de 27 de janeiro a 2 de fevereiro.

Criar a Robô 180 foi uma idéia de Ana Frank, integrante da Marcha Mundial de Mulheres em São Paulo, da União de Mulheres e do Ateliê de Mulher, e de Alexandre Casemonstro, coordenador da Oficina de Chão junto com a Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO).

“Quando o Alexandre falou em criar um robô fiquei enlouquecida, sempre tive um sonho ter uma robô, e como sou Promotora Legal Popular [PLP] e trabalho com a Lei 13.340/06, a Lei Maria da Penha, tive a ideia de fazer a Robô 180 para divulgar a Central de Atendimento à Mulher e a Central Internacional, que coibi o tráfico internacional”, relata Ana. Conforme ela, Alexandre ajudou na criação do designer da Robô e a PUC/GO ajudou na parte de mecatrônica.

A oficina contou com a participação de muitas campuseiras – como são chamadas as mulheres que participam da Campus Party –, que, salienta Ana, querem criar algo melhor para transformar o mundo. “Várias pessoas participaram da Oficina, mas da criação da Robô apenas eu, o Alexandre e o pessoal  da Mecatrônica da PUC/GO. Todos os dias começávamos à meia-noite e íamos até as seis da manhã.”

Desde que foi criada a Campus Party 2008, Ana faz campanha de divulgação da Central 180 e distribui a cartilha da Lei Maria da Penha para as campuseiras. “Através da divulgação nas mídias sociais e da repercussão que tem a Campus Party pelo mundo, divulgamos a Central 180. E gostaria muito de levar a Robô 180 para a Campus Party Espanha que é uma rota de tráfico de mulheres brasileiras.”

Sobre o Ligue 180

O Ligue 180 atende com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento aos vários serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, o Ligue 180 procura orientar vítimas de violência com informações sobre como encontrar assistência, a quem recorrer e como denunciar o agressor.

O serviço é 24 horas e atende a chamados feitos de qualquer parte do Brasil e dos seguintes países no exterior:  Espanha, Portugal, Itália. O Ligue Internacional oferece, em português, orientações para mulheres brasileiras que estão sob risco de tráfico. As ligações são gratuitas e o atendimento ininterrupto. Para telefonar desses países, o procedimento é:

  • Espanha: ligar para 900 990 055, fazer opção 3 e, a seguir, informar à atendente  (em português) o número 61-3799-0180.
  • Portugal: ligar para 800 800 550, também opção 3, e informar o número 61-3799-0180.
  • Itália:  ligar para 800 172 211, fazer a opção 3 e informar o número 61-3799-0180. 

O serviço da Central conta com a parceria do Ministério da Justiça e o suporte de embaixadas e consulados.

O Ligue 180 Internacional é um desdobramento do serviço 180 que já existe há seis anos para mulheres que moram no Brasil.

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