Pai presente

Não é preciso falar da importância da figura paterna – seja o pai biológico ou de criação. Seja o tio, ou avô, ou um amigo. Meninos e meninas precisam de um pai para chamar de seu. Aquelas e aqueles que não conviveram com a figura paterna sabem da dor continuada.

É evidente que a cultura machista colaborou, e ainda colabora, para a irresponsabilidade de muitos pais. A ideia que o filho é da mãe ainda permeia o inconsciente coletivo. Todos sabemos de histórias nas quais ao separar da mulher, o homem também se separa do filho ou filhos.

também os casos do não pagamento de pensões alimentícias, inclusive entre as celebridades. Nesse caso o pensamento é: “A mãe que se vire. Ela que faça das tripas coração para manter a galerinha”.

Isso faz crescer a quantidade de mães-coragem, mães-que-são-também-pais. Mas a que custo? Ao das mulheres que, muitas vezes, trocam juventude e oportunidades profissionais para cuidar sozinhas dos filhos.

Esse custo também é passado para filhas e filhos criados sem o amor e o apoio financeiro do pai. Uma herança de rejeição e negligência. Realidade de muitos brasileiros e brasileiras. São comuns casos de pai desconhecido, ou pai irresponsável, ou pai ausente.

Também é verdade que a fila tem andado. Mesmo que lentamente, o comportamento dos jovens pais anda diferenciando-se de gerações anteriores. Jovens pais estão mais próximos das crianças. Alguns trocam fraldas, levam e trazem da escola, conversam sobre emoções e sentimentos.

Fazem isso, porque perceberam que ser um pai presente é uma dimensão importantíssima de suas vidas. Oxalá, continuem assim. Oxalá, melhorem mais ainda dividindo com suas companheiras o trabalho com a prole. Oxalá, tenham o poder de influenciar o comportamento de outros homens!

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