Paz é a ausência de violência contra a mulher – é segurança humana e justiça (São Paulo, SP)

28 e 29 de abril de 2008
Objetivos: Discutir a aplicação da Resolução 1325 das Nações Unidas em ações práticas. Conectar ações brasileiras com as de outros países, visando construir estratégias para propagar o conceito de paz ampliada da Resolução 1325.

Participantes: Ativistas dos movimentos feminista, negro, lésbico, jovens.

Realização: Associação Mulheres pela Paz

Parcerias: Instituto Patrícia Galvão; Geledés – Instituto da Mulher Negra; Rede Mulher de Educação.

Apoios: Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo (sediada na Suíça); EED – Serviço das Igrejas Evangélicas na Alemanha para o Desenvolvimento; Fundação Avina.

 

Resumo:

 

Primeiro dia

• Mesa 1: Clara Charf (presidenta da Associação Mulheres pela Paz e as indicadas ao Nobel da Paz / 2005, Albertina Duarte Takiuti, Maria Amélia de Almeida Teles, Maria José Araújo Oliveira e Sílvia Pimentel fizeram paralelos entre o conceito de paz ampliada – que diz respeito à segurança humana e justiça social – e o cotidiano de seus trabalhos.

• Mesa 2:  Coordenada por Vera Vieira (diretora executiva da Associação Mulheres pela Paz), a mesa teve como tema “Mulheres, direitos humanos, diversidade e paz”. Silvia Pimentel (Cedaw / ONU) discorreu acerca da Resolução 1325 . Amelinha Teles (União de Mulheres Brasileiras) aproximou os conceitos de paz e direitos humanos. Sônia Nascimento (Geledés) trabalho com paz e diversidade.

• Mesa 3: Também com moderação de Vera Vieira a terceira mesa discutiu “A inserção prática do conceito ampliado de paz”. Maria José Oliveira Araújo (especialista em políticas da saúde da mulher) ressaltou o quanto há de violência institucional nas áreas dos direitos sexuais e reprodutivos. Maria José Lopes Souza (Rede Mulher de Educação) pontuou que a paz não se constrói por decreto, trata-se de uma transformação exterior e interior. Chindalena Ferreira Barbosa (Articulação Brasileira de Jovens Feministas) informou que o tema da paz é caro à juventude negra – sempre lutando pela vida. Lurdinha Rodrigues (Liga Brasileira de Lésbicas) concluiu com a idéia de que lutar pela paz é desconstuir as culturas machista e homofóbicas.

 

Segundo dia

• Exercícios de convivência, coordenados por Maria José Lopes de Souza. Todas as participantes expressaram, com síntese, ideias de como cultivar a paz no cotidiano.

• Reflexão coletiva sobre estratégias de pautar o tema da “paz ampliada” nas práticas dos movimentos feminista e de mulheres. Clara Charf lançou o desafio: como conectar o trabalho das brasileiras ao trabalho das mulheres que lutam pela paz ao redor do mundo?

• Ivete Garcia, Inês Meneguelli, Carolina Quesada e demais expositoras lançaram questões para a discussão: como dar visibilidade aos trabalhos, seguir divulgando as ações, propor novos seminários, fomentar a multiplicação do conceito de paz ampliada, capacitar jovens em direitos humanos e paz, levar o tema para organismos nacionais e internacionais.


Mulheres & Homens

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